Thangka, arte do Budismo Tibetano

March 28, 2018

 

O ESTUDO de Thangka inicia-se com o desenho das proporções, repetindo-os com a ideia de realmente pertencer à ideia interna na mente. Tradicionalmente a pintura é passada depois de todo o desenho ser conhecido e fluido. Nos cursos de introdução Tiffani apresenta em 2 dias um pouco de todos os métodos: o desenho (geralmente a só a face do Buda, ou Tara) e a pintura com acrilico ou guache. Em cursos mais longos como de 6 dias, é possível fazer o mesmo mas do corpo inteiro de Buda ou um bodisatva não muito complexo. Em 14 dias já é possível apresentar a forma tradicional de manufaturar a propria tela e fazer uso misto de pigmentos naturais com cola organica. Quanto mais tempo, o ingrediente essencial para essa arte, mais se aprende :)

 

Os cursos então podem ser organizados em:

- Palestra de 1h e meia sobre A Arte Sacra do Tibet

- 1 a 2 dias os Oito Simbolos Auspiciosos, o Animais Místicos do Tibet, Introdução à Pintura decorativa.

- 2 dias para desenho e pintura da face do Buda, ou um dos 5 Dhiany Budas, ou Tara, ou Chenrezig, ou Buda da Medicina,

- 5 a 7 dias full para desenho e pintura da imagem do Buda de corpo inteiro ou das mesmas deidades citadas acima

- 10 dias para fazer a imagem completa em uma tela tradicional manufaturada pelos alunos com o material original (gesso cre e cola de coelho) e pigmentos minerais com essenciais medicinais. 

 

Para organizar uma aula, entre em contato com artistaperegrina@gmail.com

 

 

 

Breve Introdução

 

Traduzindo a palavra tibetana thang-ka, ela significa ‘superfície branca de se enrolar’. Thangka é uma arte religiosa que budistas usam para ilustrar deidades, mandalas e figuras históricas. São expostas nos templos em forma de telas e murais e nos altares das pessoas como um artigo de apoio à sua meditação.

 

Os tibetanos, por serem um povo nômade, tem como suas moradas, tendas amarradas com cordas feitas de cabelo de yak (Um típico boi peludo da região), feitas para serem montadas e desmontadas em um dia e carregadas para pastos mais vivos entre as trocas das estações. Quando o budismo chegou no Tibete através do yogui indiano Guru Padmasambhava (ou também Guru Rimpoche) no século VIII, o budismo era mantido pela comunidade monástica, responsável em educar os nômades, que por sua vez, não sabiam ler e escrever. O desenho e a pintura era a forma principal de passar os ensinamentos de Buda, ou o dharma. A arte tibetana é altamente detalhada e muito ilustrativa, como um livro infantil – e em suas representações estão dês de